
Será inaugurado na Etiópia este ano o Museu do Café, o primeiro do mundo dedicado à bebida (e vegetal) mais apreciada no mundo. O edifício foi construído em Bonga, no sudeste do país, que tudo indica ser o berço do café. A obra, que custou mais de 2 milhões de reais, terá também um centro de pesquisa sobre o grão, além de exposições e convenções.
Talvez poucas pessoas saibam disso, mas preparar e beber café na Etiópia é muito mais do que uma prática: é uma cerimônia importante, que significa amizade, hospitalidade e respeito, ainda mais se acontecer em uma casa ou restaurante local com o chão coberto de erva fresca como um bom presságio.
A cerimônia acontece da seguinte forma: ao receber hóspedes, uma mulher jovem da casa prepara a mesa queimando incenso. Em seguida, lava os grãos de café e moe-os a mão, assando-os em seguida em uma panela. Uma vez pronto, o café é servido preto e quente, em um pequeno jarro e com copos sem alça. O açúcar é colocado a parte.
Os copos devem ser enchidos até a borda e o líquido deve ser consumido lentamente. Um detalhe importante: é preciso consumir pelo menos 3 copos de café, em um período que pode variar de meia hora a uma hora. O terceiro copo é o da “berekha”, a bênção. Mas não se assuste com a quantidade: o café da Etiópia é muito mais leve do que o que conhecemos!
Foto | sicnarf

O vale do Rio Omo, no sul da Etiópia, é um dos poucos lugares do mundo em que se encontram tribos de populações que não foram influenciadas pela “civilização”.
Lá convivem várias tribos, ainda governadas por seus próprios rituais e leis. Suri, Mursi, Kwegu, Kara e Nyangatom são algumas delas. Esta população de 200 mil pessoas aproveita as cheias do rio para garantir o seu sustento.
Danças exóticas, pinturas no rosto e no corpo, roupas feitas com peles de animas e jóias de sementes, rituais sangrentos que incluem açoites e outras tradições fazem dos moradores da região o exemplo perfeito do “selvagem” que povoa a imaginação dos “civilizados”.
Daí algumas caravanas de turistas já se apressarem a chegar ao local, para conhecer esta parte ainda intocada da África e do mundo.
Fotos: Marc Veraart, Monkeyji e Gusjer.

A cidade de Gonder, na África, foi a capital do Império etíope por 250 anos, durante o reinado do imperador Fasil.
Bem no centro da cidade (foto), pode-se avistar as ruínas desse império, cinco castelos, o mais antigo datado do século XVII. Além deles, a igreja Debre Birhan Selassie, também dessa época, é famosa por suas pinturas douradas, com imagens de 80 rostos de anjos.

Para turistas que têm o espírito de um Indiana Jones e gostariam de seguir os passos de seu herói, a Etiópia, na África, pode ser um destino. Em algumas cidades, existem igrejas entalhadas em um único bloco de pedra, em formato de cruz, criadas para aplacar o desagrado de deuses.
A mais conhecida delas - e a mais visitada - é a Bet Giorgis (Igreja de São George), na cidade de Lalibela, que fica na cidade de Wollo, ao norte da Etiópia, a 640 km de Addis Ababa.
Dedicada a São George, o santo nacional da Etiópia, possui um fosso por onde se pode entrar na construção.
É a mais conhecida de uma série de igrejas-monolíticas, que levam esse nome porque são construídas não em partes, mas entalhadas em um único bloco de pedra de cima para baixo.
Até hoje constituem locais de culto, além de serem símbolos da cultura e da religião nacionais.
Igreja de Bet Giorgis, na Etiópia



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